ANÁLISE: Os cinco maiores rivais de Tadej Pogacar na Milan-Sanremo 2026

Ciclismo
segunda-feira, 16 março 2026 a 23:00
2026-03-16_16-26_Landscape
Chegou finalmente uma das semanas mais aguardadas da época velocipédica. Os dias que antecedem um Monumento são sempre especiais. A tensão sobe entre corredores e adeptos, e o tempo parece arrastar-se até ao momento em que a corrida arranca. Este sábado, 21/3/2026, a Milan-Sanremo 2026 disputa-se com grande parte dos holofotes apontados a Tadej Pogacar.
Desde o final da última época, a perseguição do esloveno ao triunfo na Classicissima tem sido amplamente debatida. Para Pogacar, a Milan-Sanremo é um dos dois grandes objetivos do ano, até à frente da Volta a França. A ambição de conquistar, a prazo, os cinco Monumentos também alimenta uma das rivalidades mais cativantes do ciclismo com Mathieu van der Poel.
Foi o neerlandês quem travou Pogacar em 2025. Depois de atacar na Cipressa e de acelerar repetidamente no Poggio, Pogacar não conseguiu desprender o rival, que acabaria por vencer uma das corridas mais memoráveis da época. Assim, Van der Poel volta a perfilar-se como o maior obstáculo entre Pogacar e o Monumento que lhe falta.
Contudo, Van der Poel não será o único adversário a ultrapassar. A start list do primeiro Monumento da temporada reúne um pelotão de altíssimo nível, com nomes como Tom Pidcock, Filippo Ganna, Jasper Philipsen, Wout van Aert, Matteo Jorgenson, Giulio Pellizzari, Paul Magnier, Julian Alaphilippe, Jonathan Milan, Tobias Lund Andresen e Alex Aranburu.
Entre eles, cinco corredores destacam-se como os adversários mais significativos.
Pódio final de Milão–Sanremo 2025
Van der Poel venceu a edição de 2025, à frente de Filippo Ganna e do próprio Pogacar

1. Mathieu van der Poel

Sem surpresa, o primeiro e mais óbvio rival é Mathieu van der Poel. O corredor da Alpecin-Premier Tech procura o nono Monumento da carreira e o terceiro título na Milan-Sanremo, depois dos triunfos em 2023 e 2025.
Na verdade, é difícil colocar Pogacar à frente de Van der Poel como principal favorito. O neerlandês chega em excelente forma após abrir a época com um triunfo a solo na Omloop Het Nieuwsblad, seguido da Tirreno-Adriatico, onde somou duas vitórias em etapa.
Há ainda um fator que pode jogar a seu favor. Embora Isaac del Toro integre o bloco de apoio a Pogacar, o esloveno perdeu recentemente dois gregários-chave que poderiam ser decisivos para lançar ataques na Cipressa. Jhonatan Narvaez lesionou-se na quarta etapa do Tour Down Under, enquanto Tim Wellens caiu na Kuurne - Brussels - Kuurne.
Mais uma vez, a corrida pode depender da capacidade de Van der Poel seguir o esperado ataque de Pogacar na Cipressa. A edição passada mostrou que o Poggio pode não ser seletivo o suficiente para Pogacar largar o maior rival. Filippo Ganna conseguiu mesmo voltar ao grupo da frente e discutir o sprint entre os três.

2. Filippo Ganna

Esse desempenho ajuda a explicar porque Filippo Ganna é amplamente visto como um dos principais candidatos atrás de Pogacar e Van der Poel. O italiano foi segundo em 2025 e poderá voltar a discutir o pódio se conseguir manter-se perto dos melhores na Cipressa e no Poggio.
Embora seja sobretudo conhecido como especialista de contrarrelógio, Ganna mostrou ter força para aguentar as acelerações de Pogacar em Sanremo. As suas hipóteses podem até superar as dos sprinters puros como Jasper Philipsen, Paul Magnier ou Matthew Brennan, que também ambicionam um papel no final.

3. Tom Pidcock

Para Tom Pidcock, esta pode ser uma das melhores oportunidades da carreira para vencer a Milan-Sanremo. O britânico já exibiu forma promissora esta época, com o segundo lugar na Clássica de Jaén e um top-7 na Strade Bianche.
As características de Pidcock assentam bem na corrida. Combina boa capacidade de escalada com o punch necessário para seguir ataques na Cipressa, além de possuir um sprint final muito competitivo. Num sprint contra corredores como Pogacar e Van der Poel, pode ter uma hipótese real de vitória.
Contudo, a colocação será crucial. No ano passado, Pidcock estava mal posicionado à aproximação da Cipressa e caiu pouco depois, vendo terminar a ambição de lutar pelo triunfo antes de fechar na 40ª posição.

4. Wout van Aert

A Team Visma | Lease a Bike apresenta várias cartas para a Milan-Sanremo. Matteo Jorgenson impressionou no Tirreno-Adriatico, mas, se a corrida terminar num sprint reduzido, Wout van Aert poderá ser a opção mais forte.
Embora a forma atual de Van Aert não indique de imediato que consiga igualar Pogacar, o belga já mostrou no passado que pode competir com o esloveno quando a oportunidade surge.
Um exemplo marcante deu-se na Volta a França de 2025, quando Van Aert bateu Pogacar na etapa final em Montmartre. Se o corredor da Visma chegar à meta com o grupo da frente, continuará a ser um candidato perigoso.

5. Tobias Lund Andresen

O último nome da lista é Tobias Lund Andresen. Esta escolha podia recair em Jasper Philipsen ou Paul Magnier, mas as quedas na etapa final do Tirreno-Adriatico podem condicionar ambos.
Assim, Andresen emerge como outsider intrigante. O corredor da Decathlon CMA CGM abriu 2026 em grande, já com três vitórias, incluindo a Cadel Evans Great Ocean Road Race, além de vários lugares de destaque.
Se conseguir sobreviver aos ataques de Pogacar e chegar à meta num sprint reduzido, a forma atual indica que pode ser um candidato sério ao Monumento.
aplausos 0visitantes 0
loading

Últimas notícias

Notícias populares

Últimos Comentarios

Loading