Tiago Antunes atravessa uma fase de resultados consistentes e voltou a confirmá-lo nas últimas semanas. Aos 29 anos, o corredor da Efapel tem sido presença regular entre os primeiros classificados, depois de ter terminado em terceiro na Clássica da Arrábida, vencido a Volta ao Alentejo e
garantido agora o segundo lugar no GP O Jogo, onde discutiu a camisola amarela até aos últimos metros e ainda conquistou a classificação por pontos.
O rendimento apresentado desde o início da temporada reflete, segundo o próprio, uma evolução clara no seu desempenho. "Este ano dei um salto qualitativo. Sinto-me mais forte, com mais responsabilidade dentro da equipa e, devido a isso, com mais confiança. Será esse extra que me permite seguir os mais fortes", explicou o líder da
Efapel Cycling,
em declarações ao Jornal organizador da prova.
Na etapa decisiva em Paredes, Antunes tentou alterar o rumo da corrida ainda antes da meta, numa fase em que a vitória estava em aberto. O português procurou surpreender os adversários com um movimento ofensivo, mas encontrou sempre resposta direta dos principais rivais.
"Mas tinha a companhia do Nych e do Alexis Guerin", recordou, referindo-se aos dois corredores da Anicolor/Campicarn que o acompanharam nos momentos determinantes da tirada.
O desenrolar dos últimos quilómetros acabou por exigir um esforço adicional ao corredor orientado por José Azevedo, que se viu muitas vezes na frente a assumir a iniciativa. Essa circunstância acabou por pesar no desfecho final, sobretudo perante Artem Nych, que optou por uma abordagem mais conservadora.
"Eles jogaram bem taticamente, obrigando-me a fazer as despesas da corrida, para no final serem mais fortes. Temos de sair satisfeitos", reconheceu, assumindo que, apesar de não ter conseguido a vitória final, o balanço global da participação foi positivo.
A regularidade demonstrada por Tiago Antunes nas últimas corridas confirma uma tendência que já se vinha a desenhar desde o início do ano. Mais do que resultados isolados, o português tem conseguido manter um nível competitivo estável, discutindo classificações gerais e mostrando capacidade para responder em diferentes tipos de terreno. Para agosto ainda falta muito, mas será que voltaremos a ter um português a conquistar a Volta a Portugal?