"Não vou desistir, continuo a acreditar" - Ex-promessa da Quick-Step continua à procura de contrato para 2026

Ciclismo
quarta-feira, 07 janeiro 2026 a 21:00
antoinehuby
À medida que o pelotão profissional volta a ganhar ritmo, com os estágios de janeiro em marcha e as primeiras corridas da nova época no horizonte, o espaço para quem está sem contrato encolhe rapidamente. As equipas já estão focadas no rendimento, na logística e nos objetivos para o ano, deixando pouca margem para movimentos tardios no mercado.
Ainda assim, para Antoine Huby, sair de cena não é opção.
“Estou a fazer tudo para garantir um contrato, mas, infelizmente, ainda não tenho nada concreto”, disse recentemente ao Le Telegramme. “Sim, houve alguns primeiros contactos, mas estamos longe de poder fechar um acordo. Mesmo assim, não desisto, continuo a acreditar”.
Estas palavras espelham a realidade do francês de 24 anos, que vê a temporada de 2026 arrancar sem equipa, após o fim de dois anos na Soudal - Quick-Step. Chegado da Vendee U Pays de la Loire para 2024, Huby entrou no WorldTour com promessas, mas não recebeu a confiança da formação belga quando os contratos foram revistos.

Uma carreira que acelerou e depois estagnou

A situação de Huby é ainda mais marcante pela rapidez com que a sua trajetória subiu há poucas épocas. Como amador, construiu reputação sólida com resultados que o destacaram como uma das apostas francesas mais interessantes para voltas por etapas. Em 2023, foi segundo na Liège-Bastogne-Liège Espoirs e venceu a geral da Course de la Paix, desempenhos que lhe abriram a porta do profissionalismo.
A transição, porém, revelou-se mais complexa. Como muitos jovens que saltam diretamente para o WorldTour, Huby encontrou oportunidades limitadas e dificuldade em criar continuidade. Os resultados que surgiam naturalmente no escalão sub-23 não se traduziram de imediato entre a elite, e a margem de erro era mínima.
Ainda assim, Huby garante que o compromisso não vacilou, mesmo com o calendário a avançar sem ele. “Continuo a comportar-me como se já tivesse um contrato para o próximo ano, a treinar com a mesma mentalidade de quem tem de começar a época em janeiro ou fevereiro”, explicou ao Le Telegramme. “Porque quero manter-me atrativo no mercado e porque, se uma equipa ligar, quero estar pronto de imediato”.

Crença, paciência e um objetivo claro

Não há tentativas de maquilhar o desafio. Encontrar equipa quando a temporada já arrancou é difícil, e Huby reconhece-o sem rodeios. Mas, aos 24 anos, mantém a convicção de que o seu desenvolvimento não está completo e de que o nível mostrado como amador ainda não surgiu plenamente no pelotão profissional.
Essa crença sustenta a abordagem durante o inverno, a treinar sozinho, mas com a mesma rotina e intensidade que seguiria sob contrato. A lógica é simples. Se surgir uma oportunidade, hesitar não pode ser opção.
Tudo depende agora de um único desfecho. A ambição de Huby para 2026 não passa por corridas ou resultados específicos. Passa por permanecer num desporto que sente ainda não ter explorado até ao fim.
A missão é clara, mesmo que o caminho não seja: encontrar uma equipa e manter vivo o sonho profissional.
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