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Etoile de Bessèges 2026 disputa-se de 4 a 8/2/2026, sendo a primeira prova por etapas da época em França e uma das primeiras na Europa. O traçado oferece oportunidades a sprinters, classicomans e especialistas em contrarrelógio. Fazemos a
antevisão da corrida.
Um dos pilares das provas por etapas de início de época no calendário europeu... Realizada pela primeira vez em 1971 como corrida de um dia, sob a designação Grand Prix Bessèges, evoluiu para prova por etapas em 1974 e tem sido, quase todos os anos, um evento de cinco dias, marcando em fevereiro o arranque da temporada profissional no sul de França.
Ao longo das décadas, a lista de vencedores é variada e de grande nome: Jan Raas, Eddy Planckaerts, Adrie van der Poel, Robbie McEwen, Thomas Voeckler... Nesta década vimos triunfos na geral de Benoît Cosnefroy, Tim Wellens, Benjamin Thomas, Neilson Powless, Mads Pedersen e
mais recentemente Kévin Vauquelin, que dominou a edição de 2025 com vitórias na etapa rainha e no contrarrelógio final.
Perfil: Bellegarde - Bellegarde
1ª etapa: Bellegarde - Bellegarde, 150,1 quilómetros
A corrida arranca em Bellegarde, como é hábito, com um circuito praticamente plano, mas que inclui uma subida de 800 metros coincidente com a meta, a 8% de inclinação média. É um dos finais mais explosivos do ano, onde sprinters e puncheurs partem em pé de igualdade.
Perfil: Saint-Giles - Domessargues
2ª etapa: Saint-Gilles - Domessargues, 162,8 quilómetros
A 2ª etapa será, sem grande margem para dúvidas, para os sprinters. Há um pouco mais de sobe e desce ao longo do dia, mas o final é claramente mais suave, e a chegada plana a Domessargues oferece uma oportunidade aos sprinters puros.
Perfis: Bessèges - Bessèges
3ª etapa: Bessèges - Bessèges, 162,3 quilómetros
A 3ª etapa já é um clássico de Bessèges, com partida e chegada na localidade que dá nome à prova. Distingue-se pelo circuito final, com duas subidas rolantes. Podem ser usadas para ataques e luta pela geral, para reduzir o pelotão ou até para coroar uma fuga. Ainda assim, um sprint continua bastante possível.
Perfil: Saint-Christol-lez-Alés - Vauvert
4ª etapa: Saint-Christol-lez-Alés - Vauvert, 154,8 quilómetros
A quarta etapa traz a novidade do percurso: os organizadores suprimiram um desafio montanhoso e adicionaram mais um final explosivo, desta vez em Vauvert. Tal como nas anteriores, é um dia para sprinters, mas com margem para os puncheurs brilharem. O final é nervoso e os últimos 500 metros, em ligeira subida, equilibram forças entre vários perfis de corredores.
Perfil: Alès - L'Hérmitage
5ª etapa (CRI): Alès - L'Hérmitage, 10,3 quilómetros
A corrida termina com o tradicional contrarrelógio em Alès, plano quase na totalidade, até aos derradeiros 1,8 quilómetros, com média de 7%. A subida endurece em rampas que roçam os 20%, oferecendo um fecho exigente à prova.
Previsão para a classificação geral da Etoile de Bessèges 2026:
*** Paul Lapeira, Niklas Larsen
** Jordan Labrosse, Maxime Decomble
* Ewen Costiou, Hugo Houle, Lorenzo Rota, Dylan Teuns, Sandy Dujardin, Andrea Misfud, Lukas Kubis
Aposta: Paul Lapeira
Original: Rúben Silva